Amortização de Financiamento: Tabela SAC ou PRICE, qual faz você pagar menos juros?
O sonho da casa própria em 2026 esbarra em um desafio: a taxa de juros elevada. Com a Selic em 15%, os financiamentos imobiliários estão mais caros. Por isso, escolher o sistema de amortização correto é crucial para não rasgar dinheiro.
Na hora de assinar o contrato com o banco, você geralmente se depara com duas siglas: SAC e PRICE. Qual escolher?
Tabela PRICE (Sistema Francês)
É o sistema das parcelas fixas. Você paga o mesmo valor do começo ao fim do contrato.
- Vantagem: A parcela inicial é menor, o que ajuda a aprovar o financiamento se sua renda estiver no limite.
- Desvantagem: Você amortiza (paga a dívida real) muito lentamente no início. A maior parte da parcela é só juros.
- Resultado: No final, o montante total de juros pagos é maior.
Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante)
É o sistema das parcelas decrescentes. A parcela começa mais alta e vai caindo todo mês.
- Vantagem: Você abate a dívida principal de forma constante e mais rápida desde o primeiro mês. Isso faz com que os juros incidam sobre um saldo devedor menor a cada mês.
- Desvantagem: Exige uma renda maior para aprovar, pois a primeira parcela é pesada.
- Resultado: O montante total de juros pagos é significativamente menor.
Comparativo Prático (Simulação)
Imagine um financiamento de R$ 300.000,00 em 360 meses (30 anos) com taxa de 10,5% a.a.
PRICE
- Parcela fixa: ~R$ 2.900,00
- Total pago no final: ~R$ 1.044.000,00
- Juros totais: R$ 744.000,00
SAC
- Parcela inicial: ~R$ 3.400,00 (Termina em ~R$ 850,00)
- Total pago no final: ~R$ 770.000,00
- Juros totais: R$ 470.000,00
Veredito
A diferença na simulação acima é de R$ 274.000,00. Basicamente, na Tabela PRICE você pagaria quase um apartamento inteiro a mais só de juros.
Se o seu orçamento permitir a parcela inicial da SAC, ela é matematicamente a melhor escolha para quem quer pagar menos.
Porém, se a parcela da SAC não cabe no bolso hoje, a PRICE permite o acesso ao imóvel. Nesse caso, a estratégia inteligente é fazer amortizações extraordinárias sempre que sobrar um dinheiro (13º, FGTS), eliminando as parcelas finais e fugindo dos juros compostos.